Blog do Coração


Beba café sem medo

Até alguns anos, havia um preconceito contra o café e o Dr. Luiz Antonio Machado César, presidente da SOCESP na gestão 2010 – 2011, explica que isso acontecia porque, nos anos 80, os países nórdicos tinham o hábito de tomar café não filtrado, rico em óleos, o que contribuía para o aumento do colesterol. Observou-se uma incidência 10% maior de infarto entre os consumidores desse tipo de café. Hoje, sabe-se que o problema estava no modo de preparo. Só há perigo se consumir doses altas de café expresso.

Falando da relação entre o café e a hipertensão, o cardiologista explica que uma pessoa saudável que nunca tomou café. Ao tomar, terá um discreto aumento de pressão. Se a pessoa tem o hábito de tomar café, é provável que deixe de ter essa resposta. Refrigerantes à base de cola exercem influência mais significativa sobre a pressão e as pessoas os tomam aos litros.

O café também está relacionado à osteoporose. “A cafeína inibe a absorção de cálcio pelo intestino, mas essa substância não existe só no café”. Está presente no chá preto, no chocolate e em vários refrigerantes. Segundo estudos norte-americanos, a ingestão do café com leite, rico em cálcio, neutraliza o efeito.

Preventivamente, recomenda-se que, a partir dos 65 anos, o consumo caia de quatro para três xícaras diárias, sobretudo para mulheres. Se houver suplementação adequada de cálcio não é preciso que a idosa deixe o café.

Ao falar da dependência, o Dr. Luiz Antonio Machado César, pontua que mesmo que a falta do café se manifeste por sinais orgânicos, quando se para de tomá-lo com frequência, é precipitado diagnosticar o consumo como vício. “É diferente de drogas ilícitas. Se a pessoa passar uma semana sem café, as dores de cabeça desaparecerão. Algo que não é tão fácil no caso da droga. Na humanidade, sempre houve demanda por combustíveis para o corpo funcionar: veio o chá, depois café, refrigerantes e agora energéticos".