Blog do Coração


Além de ser a resposta esperada por aqueles que esperam a disponibilização de um órgão para transplante, o coração artificial ou dispositivo de assistência ventricular esquerda tem a vantagem de sofrer menos rejeição do organismo que o recebe.


Um dispositivo em forma de cápsula de plástico resistente que pesa 900 gramas é a esperança de vida para milhões de pessoas que esperam anos a fio por um transplante de coração - e que, não raras vezes, precisam lidar com os riscos de rejeição subsequentes à cirurgia. O "coração artificial", uma das maiores inovações em toda a História da Medicina, trabalha como uma bomba auxiliar, ajudando os ventrículos a recuperar  a função essencial de bomba .

Para implantá-lo, o cirurgião "abre" o coração doente na altura dos ventrículos para garantir o fluxo de sangue para os órgãos. Uma interface biocompatível é suturada, e a prótese é conectada a essa interface. Este dispositivo denominado LVAD (Left Ventricle Assist Device) não reproduz a pulsação arterial, entretanto apresenta menores índices de complicações e menor desgaste de materiais.

O inglês Matthew Green recebeu seu "coração de plástico" em 2011 e permanece vivo até hoje. Desde este caso, mais de 950 pessoas já receberam seus "novos corações artificiais" em diferentes países.