Blog do Coração


O XXXV Congresso da SOCESP teve amplo debate internacional com os maiores especialistas sobre colesterol. Médicos europeus, 40 líderes latino-americanos em dislipidemias e cardiologistas brasileiros participam do encontro.

Pela primeira vez, este grupo se reuniu no hemisfério sul para encontrar caminhos que possam reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) por meio do controle das dislipidemias. "O grupo já concluiu que controlar o LDL apenas reduz em 50% estas doenças. Os outros 50% dependem do combate à obesidade, triglicérides e o controle do diabetes", explica o diretor da SOCESP, Raul Dias dos Santos, um dos quatro cardiologistas brasileiros que integram o The Residual Risk Reduction Initiative (R3I). Os  outros três são Francisco Fonseca, Andrei Sposito e Emílio Moriguchi.

A fundação, com sede na Suíça, foi criada para buscar caminhos que evitem ou minimizem a principal causa de mortes no Brasil e em boa parte do mundo, que são as doenças cardiovasculares. Presidida pelo professor francês Jean Charles Fruchart, um dos maiores especialistas no assunto, que virá ao Brasil, o R3I significa iniciativa para Reduzir o Risco Residual. Fruchart e os integrantes da R3I vêm discordando das atuais diretrizes americanas, que norteiam a conduta médica em boa parte do mundo.

Para o diretor da SOCESP, os norte-americanos têm ignorado as outras gorduras presentes no sangue. "É essencial, além de reduzir o LDL, diminuir também as lipoproteínas que contém triglicérides, elevar o HDL, buscar caminhos para diminuir a circunferência abdominal, combatendo a obesidade e controlar o diabetes", resume. Segundo Raul Dias dos Santos, somente ampliando-se o leque de ações será possível trilhar um caminho de declínio para as doenças cardiovasculares que só no Brasil matam 344 mil pessoas por ano.

Fonte: Doc Press – Assessoria de Imprensa da SOCESP