Blog do Coração


Vários comitês internacionais concordam que o aspartame é seguro. Adoçante metabolizado no trato gastrointestinal libera dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, e ainda o metanol.

O ácido aspártico é liberado em níveis inferiores às doses consideradas prejudiciais à saúde. Os alimentos, em geral, contém esse ácido. Por exemplo, um hambúrguer de 100 gramas pode conter até 40 vezes a quantidade de ácido aspártico e em uma lata de refrigerante de 350 ml é adicionado aspartame.

A quantidade de metanol liberada é pequena e mesmo uma dose elevada é 200 vezes inferior à tóxica. O metanol contido em uma lata de refrigerante equivale à liberada pelo mesmo volume de suco de laranja e de maçã, sendo de quatro a seis vezes inferior a presente no suco de tomate e de uva.

Somente portadores da rara deficiência fenilcetonúria não metabolizam o aminoácido fenilalanina, devendo evitar o aspartame. Esses indivíduos também são incapazes de metabolizar esse composto em qualquer alimento, devendo ser submetidos a dieta rigorosa.

A legislação brasileira obriga que alimentos com aspartame tenham em destaque no rótulo a advertência: CONTÉM FENILALANINA. Há inúmeros dados na literatura sobre ensaios clínicos realizados em indivíduos normais, diabéticos e em pessoas com problemas no metabolismo da fenilalanina, não tendo sido evidenciados danos à saúde.

O metabolismo desse adoçante foi estudado em grávidas e crianças, não havendo até hoje evidências de que estes grupos metabolizem de forma diferente de um adulto normal.

A quantidade máxima e segura que um adulto com 60 quilos pode ingerir diariamente é 2.400 mg, o que equivale a aproximadamente a 48 envelopes de um grama de um adoçante dietético com 5% de aspartame, ou a 4 litros de refrigerante adoçado apenas com este ingrediente. No caso de uma criança com 30 quilos, a quantidade máxima corresponde a 24 envelopes ou a 2 litros de refrigerante.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), à luz do conhecimento atual não existem razões de saúde pública, com base científica, para a adoção de uma medida sanitária relativa à proibição de aspartame em alimentos ou recomendação de mudança na dieta da população pela ANVISA.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) decidiu não ser mais necessária nenhuma revisão no sentido de garantir a segurança do adoçante e que a ingestão diária aceitável de 40 mg/kg de peso corporal deve permanecer. Além disso, avisou não haver mais necessidade de discutir a segurança do aspartame, uma vez que a dose até hoje recomendada é comprovadamente segura.

Por: Regina Helena Marques Pereira, diretora do Departamento de Nutrição da SOCESP, tendo como fonte o Informe Técnico nº 17, de 19 de janeiro de 2006, atualizado em janeiro de 2012, EUFIC- related material (2013).