Blog do Coração


Em dias quentes, em que os termômetros ultrapassam os 24 graus, o risco de morte por infarto agudo do miocárdio aumenta 11% na cidade de São Paulo.

É o que afirma uma pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram 12.007 casos de vítimas fatais de "pane do coração". O impacto direto das altas temperaturas em um dos órgãos mais importantes do corpo humano foi medido por meio do cruzamento de três bancos de dados.

A Prefeitura de São Paulo forneceu dados sobre morte por infarto; na Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) foi obtido o índice de concentração de poluentes; e um terceiro dado sobre a temperatura média diária teve como base as medições pelo Instituto de Geofísica da Universidade de São Paulo. "Entre 20 e 21 graus foi obtida a menor taxa de infarto", afirma um dos autores do estudo, Dr. Luiz Antonio Machado César, presidente da SOCESP na gestão 2010 – 2011 e médico do Incor.

"A medida que a temperatura aumentou, o risco de problemas também cresceu, atingindo um acréscimo de 11% na escala entre 23,8 e 28 graus", completa. No dia 2 de março de 2009, informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os paulistanos enfrentaram mais um dia em que a condição climática foi arriscada ao coração. A média diária ficou em 33,3 graus. A explicação para o calor influenciar no risco de problemas cardiovasculares é que o suor em excesso promove a concentração de colesterol, queda da pressão e deixa o sangue mais denso, condições ideais para o infarto e derrame.

Fonte: Agência Estado