Blog do Coração


A relação com o meio ambiente

Meio ambiente é um termo de uso comum hoje em dia. O que realmente significa? Talvez uma pequena estória possa nos elucidar, como aquela de como, nós seres humanos somos também grandes transformadores de nosso meio ambiente.

Crescemos e nos proliferamos, ao que parece, em uma taxa quase inimaginável. Dominamos muito do que a natureza nos oferece, a princípio a nosso favor. Será mesmo a nosso favor?

Quando o homem teve o domínio do fogo deve ter sido absolutamente fantástico. Protegeu-se do frio, assou e cozinhou carnes e legumes. Mas dentro de cavernas naturais, depois pequenas construções, sejam ocas, tendas etc. Assim, MUDOU seu meio ambiente interno. Passou a inspirar fuligem e ar quente. O que pode agredir o trato respiratório e possibilitar doenças traqueobrônquicas e pulmonares.

Aprendeu a defumar carnes para conservá-las e tê-las, no inverno, para comer. Mas, com isso, produziu radicais alifáticos que propiciam o aparecimento de câncer do estômago.

Aprendendo a pastorear, passou a comer muito mais proteína, ficou ainda mais inteligente, mas agora este tipo de proteína que o fez avançar tanto, como propicia muita gordura, torna-se deletéria.

Porque agora está muito inteligente, descobriu maneiras de “não fazer nada” e assim “viver com muito conforto” e isto vai lentamente matando-os com a obesidade e suas consequências.

Hoje, milhões se amontoam em cidades enormes, caóticas, poucos caminham, ninguém quase pode mais abrir mão de transporte por outros meios e, mais uma vez, mudando o curso dos nossos corpos, deixamos de nos exercitar. Nossos músculos vão embora. Mas a gordura prolifera.

Para o seu conforto, mudou totalmente o MEIO AMBIENTE. Em especial, aquele meio ambiente muito próximo a nós mesmos. Nas ruas das cidades, nas estradas, com toneladas de CO2 e sulfetos em suspensão para que possamos ter um ar bem poluído, que inflamam nossas vias respiratórias, favorecendo as infecções respiratórias, as quais facilitam as infecções bacterianas e então, com mucosas bem inflamadas, nosso organismo deflagra as rupturas das placas ateroscleróticas em nossas artérias coronárias e cerebrais.

Mais infartos do miocárdio e cerebral. Mais mortes.

Na cidade de São Paulo, nos dias com maior poluição, há por volta de 11% a mais de mortes por infarto. Este aumento é proporcional à taxa de poluentes. Ao redor dos grandes corredores de transportes, a poluição chega a níveis muito altos e, estando nessas áreas, arritmias cardíacas acontecem muito mais frequentemente, além de haver aumento do risco de infarto agudo do miocárdio.

Coitado dos marronzinhos e daqueles que resolvem praticar atividades físicas correndo por essas avenidas.

No campo, nas queimadas de cana de açúcar, o mesmo efeito acontece, é poluição tal e qual outra. Fuligem, CO2 e outros radicais livres.

Sim, mas tudo isso é o progresso. Será progresso???
 
A corrida tecnológica tem realmente que nos auxiliar, mas há pequenas coisas que podem fazer a diferença, JÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ ...

Ande, exercite-se, pare de fumar, coma menos, coma melhor, seja só um pouquinho ecológico e estará melhorando a sua moradia, seu planeta.

Não será nosso planeta que morrerá lá na frente. O planeta continuará a existir. Nós é que deixaremos de habitá-lo, todos mortos, por nossa inconsequente loucura de progresso!!!
 
Por: Dr. Luiz Antonio Machado César, presidente da SOCESP na gestão 2010 – 2011.